quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Austeridade
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Enriquecimento ilícito deve avançar com PS, diz ministra
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Reforma judiciária extingue 49 tribunais
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Direito Penal: princípios e desafios actuais
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1º Congresso Português de Criminologia
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
“Discute-se o orçamento mais difícil da história democrática”
O Presidente do Tribunal de Contas considera que uma parte significativa dos problemas no OE está relacionada com a inexistência da informação completa.
Guilherme d' Oliveira Martins reconheceu hoje que o Orçamento de Estado (OE) do próximo ano é o mais difícil desde 1974 e, por essa razão, obriga a maior transparência. O presidente do Tribunal de Contas lembrou a recomendação da instituição a que preside para que a Conta do Estado seja apresentada “mais cedo, até ao final de março” de cada ano, para que exista já um parecer do Tribunal de Contas sobre a Conta Geral do Estado quando o Orçamento de Estado é discutido no parlamento, em outubro.
“Em 2012 estamos a debater o Orçamento mais difícil do período democrático. Uma parte significativa dos problemas no OE está relacionada com a inexistência da informação completa. Há défice de transparência no fenómeno das finanças públicas”, afirmou Guilherme d' Oliveira Martins, numa conferência em Lisboa sobre o Estado e a competitividade da economia portuguesa, salientando que esta dificuldade reforça a importância de o debate orçamental ser “mais transparente”.
Sobre as parcerias público privadas (PPP), o presidente do Tribunal de Contas defendeu que “o mal da derrapagem não está no instrumento mas sim nos maus cadernos de encargos”: “O Estado tem de executar o interesse público não apenas no momento da execução mas em termos planeamento”, completou.
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Justiça: as boas mudanças
Por António Cluny, publicado em 16 Out 2012 - 03:00
Conceber uma organização judiciária que sirva os interesses mais comuns dos cidadãos será porventura o melhor caminho para modernizar e, de novo, prestigiar os tribunais
1. As escolhas das lideranças das magistraturas decorrem de processos constitucionalmente diferentes.
Os juízes do Supremo Tribunal de Justiça elegem, com o seu saber, experiência e independência, o seu presidente.
O procurador-geral da República é, nos termos da Constituição, nomeado pelo Presidente da República por proposta do governo.
Os processos de escolha e legitimação destas figuras cimeiras do poder judicial não são, contudo, iguais em todos os países: resultam de concepções históricas diversas – por vezes ultrapassadas – das funções da magistratura judicial e do Ministério Público.
2. Fruto de uma excessiva personalização da actividade judiciária, alimentada também pela abordagem mediática fulanizada da política moderna, ambas as figuras cimeiras das magistraturas são por isso confrontadas com responsabilidades que legalmente não têm e não devem ter.
Hoje, contudo, o controlo da acção e das carreiras das magistraturas está, felizmente, entregue a órgãos colegiais, compostos por elementos vindos de áreas cívicas, profissionais e funcionais distintas. A sua composição é, por conseguinte, plural e pluralista, e permite, se cumprido com dedicação e seriedade, uma total e eficaz fiscalização democrática do exercício do poder judicial e dos seus protagonistas.
São, pois, esses os órgãos que no essencial devem garantir aos cidadãos que a justiça se exerce com independência e objectividade.
Quem estiver atento – e observar, por exemplo, os problemas de legitimidade que se desenvolvem em torno dos sistemas de gestão e controlo das magistraturas na Alemanha, em França, na Itália, em Inglaterra, Espanha e na Hungria – percebe quão aperfeiçoado e pacificador é, apesar de tudo, o sistema português.
3. O problema do funcionamento da justiça não reside de facto aí, nem nos métodos de escolha das lideranças das magistraturas.
O problema – e ele realmente existe – situa-se sobretudo na organização das jurisdições e das procuradorias, e na incoerência existente entre essa organização, as formas de processo em vigor e as carreiras dos magistrados.
Encontra-se ainda no programa da sua formação inicial e permanente, bem como na adequação destas a uma especialização dos magistrados, fundamental no enquadramento dos modernos modelos de organização e actividade judicial.
Conceber uma organização judiciária que sirva os interesses mais comuns dos cidadãos e que, simultaneamente, seja dotada de instrumentos processuais apropriados e de equipas de magistrados especializados e capazes de atingir níveis de intervenção altamente qualificada, será porventura o melhor caminho para modernizar e, de novo, prestigiar os tribunais.
Importa pois construir um sistema simples, eficiente mas eficaz e acessível, que faça valer os direitos dos cidadãos e assegure ainda a transparência e a correcção da actuação dos mercados no comércio privado e na relação que estes desenvolvem com o Estado.
Isso não significa, porém, que o contributo positivo ou negativo de quem, ao mais alto nível, representa as magistraturas (ou a advocacia) não possa ser – como é – fundamental para promover e afirmar a normalidade institucional e o alento colectivo necessário às transformações organizativas e legais, indispensáveis ao funcionamento eficiente e efectivo da justiça.
Por isso, o exercício de tais lugares constitui uma enorme responsabilidade cívica, que adquire no actual momento um relevante significado político. Bom trabalho!
Jurista e presidente da MEDEL
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Nova PGR quer combater “crise de credibilidade na Justiça
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Justiça Restaurativa
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Direito penal, liberdade e segurança
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Algumas das leituras do dia…
Tribunal Dissidentes do Bloco entregam
nove mil assinaturas para novo partido político
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domingo, 14 de outubro de 2012
Medidas do Governo são políticas e não cabe à Justiça a sua apreciação - Bastonário dos Advogados
14:25 - 14 de Outubro de 2012 | Por João Miguel Souto
Aveiro, 14 out - O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, defendeu hoje que não cabe aos tribunais pronunciarem-se sobre medidas de austeridade do Governo, dada a sua natureza política, dentro do princípio da separação de poderes.
Marinho Pinto falava aos jornalistas à margem do encerramento de um encontro das delegações da Ordem dos Advogados para debater os "Direitos e Deveres dos Advogados no Século XXI", que decorreu em Aveiro.
Mouraz Lopes, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), anunciou que, caso a proposta conhecida do Governo para o Orçamento do Estado de 2013 seja aprovada, vai pedir a fiscalização da sua constitucionalidade" porque "ataca de modo feroz" os portugueses, violando "o princípio da confiança dos portugueses no sistema fiscal".
Instado a comentar essa posição, o bastonário da Ordem dos Advogados afirmou que "a questão da constitucionalidade é uma questão jurídica e o Orçamento e as medidas de austeridade que o Governo tem vindo a tomar" são políticas.
"São medidas muito duras, mas penso que não violam a Constituição", disse, afirmando compreender que os magistrados "queiram levar isso para as instâncias onde são eles que decidem".
Isto "desvirtua e desprestigia a Justiça, por muita popularidade" que lhe possa dar certas decisões, observou.
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Juízes vão suscitar a inconstitucionalidade do “brutal” aumento fiscal
Lopes, o juiz desembargador presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), afirmou à agência Lusa que a proposta de OE2013 “ataca de modo feroz” os portugueses com a alteração dos escalões de IRS, o que, acentuou, viola “o princípio da confiança dos portugueses no sistema fiscal”.
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A vingança sobre a Função Pública
De há um ano para cá que uma das linhas de
continuidade da actuação deste Governo tem sido uma hostilidade profunda
dirigida contra os trabalhadores da função pública, que encontra mais uma vez
expressão nas medidas do actual orçamento. Começou por ser hostilidade, patente
logo no dia seguinte ao primeiro anúncio dos cortes dos subsídios de Natal e de
férias, faz agora um ano, quando Passos Coelho incitou claramente ao confronto
entre trabalhadores privados contra os "privilegiados" da função
pública. Depois da decisão do Tribunal Constitucional, a atitude do Governo, a
começar pelo primeiro-ministro, passou de hostilidade à vingança, como se todos
os meios, "custasse o que custasse", fossem usados para evitar que os
trabalhadores da função pública "escapassem" aos cortes. Os próprios
juízes foram enxovalhados com a acusação entre dentes de que tinham decidido em
causa própria, para proteger os seus subsídios, exactamente porque eram...
funcionários públicos. As mesmas insinuações foram dirigidas ao Presidente, ele
próprio também funcionário público, como professor e funcionário do Banco de
Portugal.
A palavra "equidade" tornou-se quase um
insulto e as medidas governamentais são cada vez mais punição e vingança.
"Cortar as despesas do Estado", esse "enorme esforço" que o
Governo tem andado a fazer nos últimos dias, assim revelado mais uma vez como
impreparadas e inconsistentes são as medidas que anuncia, não significa outra
coisa que não seja passar cada vez mais o peso do défice para os trabalhadores
da função pública. Procede-se, aliás, com dolo, quebrando todos os contratos
feitos já por este Governo, despedindo na função pública dezenas de milhares de
trabalhadores contratados, e estipulando medidas muito mais gravosas do que as
que conhece quem tem emprego no sector privado. Como se verá, muitas são
ilegais e transformam o Estado no mais selvagem e prepotente dos patrões,
roçando algumas medidas o puro cinismo, como seja a atribuição das condições de
reforma aos trabalhadores não na base da situação existente quando a pediram,
mas quando a administração lhes entende responder: basta a administração
atrasar burocraticamente os processos quanto tempo for preciso, para que os
trabalhadores recebam apenas o que o Estado quer e não aquilo a que tem direito
à data do seu pedido. Isto no privado, tão adulado por alguns próceres
governamentais, seria um crime.
O par que controla o poder político em Portugal - e
saliento que não digo o poder tout court - não é constituído por funcionários
públicos, nem a maioria dos governantes teve essa carreira. Há excepções, como
é o caso dos professores, como Crato, mas Passos Coelho, Miguel Relvas, Aguiar
Branco, Miguel Macedo, Paula Teixeira da Cruz, o núcleo duro partidário do PSD,
tem carreiras de dois tipos: ou na advocacia, ou num "privado" muito
especial, aquele que vive da dependência do Estado e das decisões políticas
seja a nível central, seja a nível autárquico.
Os casos de Passos e Relvas são típicos, porque uma
parte fundamental da sua carreira é feita dentro dos partidos, nas
"jotas", passam pelos cargos mais ligados ao controlo político
"distributivo" no Governo (Relvas) e são empregados por terceiros em
empresas em que as redes de ligação com o poder político são fundamentais para
aceder aos "negócios". Uma frase esquecida de Ilídio Pinho quando
dizia que ter acesso ao poder político valia um milhão de contos traduz bem a
utilidade dos políticos para os seus patrões privados. As contas ainda eram em
escudos, mas toda a gente percebeu de que é que ele falava.
Essas áreas incluem a formação, no tempo áureo dos
fundos, e depois nos sectores como o ambiente, energias renováveis, resíduos e
construção, tudo áreas que conheceram grande expansão com dinheiros públicos
nos últimos anos. O caso da Tecnoforma, envolvendo Passos e Relvas, é típico de
uma espécie de empresas "jota", em que pessoas com carreiras
políticas interdependentes entre si se organizam para aproveitar as
oportunidades que o acesso ao poder político cria. Este tipo de processos é
transversal aos dois partidos, PS e PSD, e acentuou-se nos momentos em que o
dinheiro fácil, com os fundos comunitários e com um Estado gastador, permitiram
todo o tipo de "negócios". Uns são gigantescos, como as PPP, e outros
medíocres, como o das empresas de "formação", mas são da mesma
natureza e têm o mesmo perfil de protagonistas.
Não é por acaso que o "privado" que
encontramos nos curricula governamentais, como estes de que falamos, é sempre
do mesmo tipo. Não encontramos nunca nenhum genuíno empresário que já estivesse
"feito" antes de ir para o Governo. Embora não haja nenhuma área
empresarial que não dependa de decisões estatais com alto grau de discricionariedade,
um dos piores sinais do nosso atraso, o "privado" que chega ao
Governo não tem ninguém do sector agro-pecuário, nenhum empresário industrial,
nenhum da panificação, nenhum proprietário de restaurante, nem sequer nenhum
verdadeiro pequeno empreiteiro, que tantos os há hoje na miséria. Não há razão
nenhuma para estes empresários não terem a mesma vontade de intervenção
política do que os juvenis político-gestores, mas por muito amor ao privado da
retórica ideológica, a verdade é que estas pessoas não sobrevivem nos partidos,
porque são demasiado independentes do jogo permanente de carreiras que, das
"jotas" ao topo, marca hoje os partidos.
Por isso, nunca temos no topo do poder partidário e
governamental outro tipo de privado que não seja o fortemente dependente do
poder e das redes de conhecimentos pessoais, assentes na interdependência e na
confiança. É por isso que não adianta dizer que tudo se passou de Barroso a
Sócrates, umas vezes com o PS e outras com o PSD, como se isso atestasse a
lisura dos processos, porque a única coisa que muda é o peso relativo dos
partidos no bolo, mas estão sempre os dois representados e os mecanismos
eficazes são sempre de "bloco central".
O caso da função pública em Portugal não é muito
diferente do que acontece noutros países, em que a regra é que não haja
condições de inteira equivalência entre o privado e o público. Em parte, porque
a qualificação média no público é superior ao privado, logo os salários tendem
a ser mais altos. Depois, porque nos países com burocracias independentes, como
no caso inglês, a mais direitos correspondem mais deveres. E em Portugal, em
períodos de expansão, houve idêntico trade off: os salários da função pública
permaneciam muito baixos, como contrapartida às garantias de emprego. Depois,
houve um período de esbanjamento e facilitismo por responsabilidade clientelar
do poder político, que dá hoje o flanco da função pública ao ressentimento
social.
Tem a função pública pessoas a mais? Tem certamente
e, acima de tudo, mal distribuídas, mas a racionalização desses recursos para
poupar despesas não foi feita nem está a ser feita. Despedir e cortar direitos
é mais fácil do que saber "gerir", como diz Teodora Cardoso, que não
é conhecida por ser meiga quanto à consolidação orçamental.
É a função pública politizada e, nos últimos anos,
partidarizada? É e muito, mas não é isso que estas medidas combatem. Pelo
contrário, o Estado vai ficar ainda mais dependente do poder político, mesmo
nas áreas que tinham alguma autonomia como as forças armadas. A politização da
função pública em Portugal não começou com a democracia. O Estado Novo
salazarista e caetanista institucionalizou essa relação, obrigando os
funcionários públicos a assinar uma declaração "anticomunista", e
punindo com a expulsão todos os oposicionistas, desde a Ditadura Militar até ao
caetanismo na Capela do Rato. A cunha política e o patrocinato eram uma regra
generalizada e a União Nacional funcionava como uma enorme máquina de
distribuir favores e prebendas através de lugares, de contínuos a directores-gerais.
Depois do 25 de Abril, este processo
democratizou-se e os partidos tomaram conta do Estado, um processo acentuado
nos últimos vinte anos. Não tenho dúvidas em afirmar que este é um dos
problemas mais graves da nossa democracia, mas nenhuma destas medidas diminui
esse poder, bem pelo contrário. Veja-se como decorreu o processo de
privatizações, como são feitas as nomeações de "sempre os mesmos",
como a acesso ao poder político permanece sempre nos mesmos círculos, da banca
aos grandes escritórios de advogados, da consultadoria económica à
intermediação, para perceber que, em períodos de crise, pelo menos os de cima
continuam na mesma a mandar e a ganhar. Numa altura de crise económica, é
natural que muitos desempregados olhem com algum ressabiamento para os
funcionários públicos que lhes parecem privilegiados, e nalguns casos são-no.
Mas alimentar este tipo de atitudes como o Governo faz é muito perigoso para a
democracia, porque um Estado estragado e ineficaz é pasto livre para haver
ainda mais partidocracia.
Também por isso, a noção de Estado e de serviço
público, fundamental num Estado democrático, assente em burocracias de mérito,
deveria ser preservada se houvesse "sentido de Estado", o que não há.
José
Pacheco Pereira
Público
de 13-10-2012
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PSP gravou imagens de dois protestos violando a lei
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