sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Joaquim Sousa Ribeiro empossado presidente do Tribunal Constitucional
O juiz conselheiro Sousa Ribeiro toma posse como presidente do Tribunal Constitucional (TC), órgão de soberania que terá de fiscalizar a constitucionalidade do novo Código do Trabalho e também do Orçamento do Estado (OE) de 2013.
Lisboa, 11 out (Lusa) – O juiz conselheiro Sousa Ribeiro toma posse hoje como presidente do Tribunal Constitucional (TC), órgão de soberania que terá de fiscalizar a constitucionalidade do novo Código do Trabalho e também do Orçamento do Estado (OE) de 2013.
Sousa Ribeiro, que será empossado no Palácio Ratton, em Lisboa, às 16:00, foi eleito pelos 13 juízes do TC no plenário de 02 de outubro para suceder a Rui Moura Ramos, conotado com o PSD, que desempenhou o cargo de presidente durante quatro anos e meio.
Apesar de o mandato ter terminado em abril, Rui Moura Ramos continuou no cargo mais seis meses, dado que a Assembleia da República arrastou o processo iniciado em meados de julho de indicação dos três novos juízes do TC, escolha que acabou por recair em Maria José Rangel de Mesquita, Fernando Vaz Ventura e Fátima Mata-Mouros.
A demora levou mesmo a que Sousa Ribeiro, que completa 66 anos este ano, tivesse admitido que o processo de designação partidária teria afetado a imagem do TC.
Com a eleição de Sousa Ribeiro, juiz do TC desde julho de 2007, cumpriu-se a regra de alternância, uma vez que o juiz conselheiro, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi indicado pela ala afeta ao PS, a quem competia apresentar agora um nome para assumir a presidência do órgão de soberania.
A eleição do presidente do TC fecha igualmente o processo de renovação do TC, para o qual foi designado, pela Assembleia da República, um novo juiz, Pedro de Machete, empossado a 01 de outubro, pelo Presidente da República, Cavaco Silva.
O TC terá assim quatro novos rostos entre 13 juízes conselheiros.
Para ocupar a vice-presidência, foi eleita Maria Lúcia Amaral que, com Vítor Gonçalves e Rui Moura Ramos, votou vencida o acórdão que declarou inconstitucional o corte dos subsídios de Natal e de férias na Função Pública e nos pensionistas, em 2012.
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11.10.12
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Inspecção na forja para DCIAP
EDUARDO DÂMASO/JOÃO SARAMAGO/ANTÓNIO SÉRGIO AZENHA
O Conselho Superior do Ministério Público está a estudar uma proposta de um dos seus membros para realizar.uma inspecção ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), dirigido pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida. O CM apurou que o magistrado António Andrade Romão, membro do conselho, avançou com a proposta na última reunião, realizada há 15 dias, gerando um debate com alguma polémica, centrado na análise da diferença entre fazer uma sindicância administrativa e uma inspecção.
Entre os membros do conselho com quem o CM falou, há quem ache que a discussão vai acabar numa inspecção ao departamento e aos magistrados, incluída no plano anual das inspecções do Ministério Público.
Outras versões mais suaves apontam para a necessidade de começar por discutir os recursos técnicos e humanos do departamento para acabar de vez com a ideia de que as investigações não andam devido a uma crónica falta de meios.
Na prática, este será o primeiro dossiê difícil para a nova procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, que será empossada na próxima sexta-feira. O DCIAP é um departamento que depende directamente do PGR e é também este que tem de convocar o conselho. A discussão sobre esta investigação ao DCIAP foi interrompida na última reunião e vai transitar para a próxima sessão, ainda por marcar, onde a proposta avançada pelo magistrado Andrade Romão será apresentada por escrito.
A contestação ao DCIAP e a Cândida Almeida já é uma questão antiga no Ministério Público. No ano passado, uma assembleia de delegados sindicais aprovou uma moção apresentada pela direcção do sindicato, dirigido então pelo magistrado João Palma, no sentido de realizar uma inspecção ao DCIAP. A guerra que Pinto Monteiro, procurador-geral cessante, manteve com o sindicato acabou por inviabilizar a inspecção. Agora, quando aumenta o volume das vozes a pedirem mudanças naquele departamento, a questão pode vir a ser relançada. “A questão não foi bem colocada na última sessão do conselho, mas dificilmente deixará de acabar numa inspecção ao DCIAP”, disse ao CM um dos elementos do órgão.
O CM não conseguiu contactar Cândida Almeida, que se encontra em Cabo Verde a participar numa conferência internacional sobre justiça. Esta magistrada termina a comissão de serviço no DCIAP em Fevereiro do próximo ano. O DCIAP é o departamento do Ministério Público com competências mais alargadas a todo o território nacional, podendo investigar casos de maior complexidade. Tem a seu cargo a ‘operação Furacão’ e outros casos mais difíceis.
O homem dos casos difíceis
Uma das questões centrais do DCIAP está em saber o tipo de meios que devem ser colocados à disposição do magistrado Rosário Teixeira, titular dos casos mais complexos de crime económico, como a ‘operação Furacão’, o BPN e o ‘Monte Branco’.
Nomeação recebida no MP com agrado
A escolha de Joana Marques Vidal para procuradora-geral da República foi recebida com satisfação no Ministério Público. Para lá das reacções do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e de outros sectores desta magistratura, a ministra da Justiça declarou ontem que esta nomeação pode “inaugurar uma nova era no Ministério Público”. Paula Teixeira da Cruz disse à SIC que espera ver terminado o “ambiente de crispação entre poder político e judicial” e elogiou as qualidades de Joana Marques Vidal.
Um influente procurador -geral adjunto disse ao CM que o Ministério Público tem de se unir em torno da nova PGR. “Temos de ser coesos, solidários e disciplinados e ajudá-la a desempenhar um bom mandato”, declarou a mesma fonte, sublinhando que são seis anos decisivos para o Ministério Público. Entre os membros do Conselho Superior do MP que são magistrados, reina a ideia de que esta é uma “oportunidade histórica” para mostrar que o MP não é ingovernável, sob pena de no futuro poderem desenhar-se soluções muito complicadas.
PORMENORES
COMPETÊNCIAS
Luta contra a criminalidade violenta, altamente organizada e de especial complexidade, é a função do DCIAP.
COORDENAÇÃO
DCIAP coordena direcção da investigação em crimes relacionados com segurança do Estado, à excepção dos eleitorais.
ACÇÃO PREVENTIVA
O DCIAP realiza acção preventiva contra o financiamento do terrorismo.
Almeida tem a seu cargo os casos mais complexos e polémicos do País
MONTE BRANCO APANHA LAVAGEM DE DINHEIRO
Em Junho deste ano, rebentou o escândalo sobre uma rede de lavagem de dinheiro, com as suspeitas a caírem sobre uma empresa suíça, a Akoya. Foram detidos dois suspeitos, que ficaram em prisão preventiva. Entre as pessoas com dinheiro colocado fora do País de forma ilegal, estarão políticos e empresários.
CASO DAS PPP VISA EX-MINISTROS SOCIALISTAS
Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos são os ex-governantes dos executivos de José Sócrates visados pela investigação às Parcerias Público-Privadas (PPP). Foram visados há três semanas por buscas domiciliárias e a lugares de trabalho em empresas ou escritórios.
FREEPORT SEPAROU PGR DO MINISTÉRIO PÚBLICO
O processo que envolveu José Sócrates em torno do licenciamento do outlet de Alcochete abriu uma fractura entre o procurador-geral da República e o Ministério Público.
Cavou uma distância que ‘chamuscou’ Cândida Almeida e se agravou, em relação a Pinto Monteiro, com o caso ‘Face Oculta’.
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10.10.12
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DCIAP sob suspeita no arranque do mandato
Investigação: Primeira ‘batata quente’ nas mãos da nova PGR
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terça-feira, 9 de outubro de 2012
Crise, justiça e mudança
Por António Cluny, publicado em 9 Out 2012
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Presidente da República escolheu a magistrada Joana Marques Vidal, 57 anos, para substituir Pinto Monteiro à frente da Procuradoria-Geral da República
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9.10.12
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JOANA MARQUES VIDAL, PRESIDENTE DA APAV, SUBSTITUI PINTO MONTEIRO À FRENTE DA PGR
PROCURADORIA
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Laborinho Lúcio elogia escolha de Joana Marques Vidal
por Lusa Hoje
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Joana Marques Vidal toma posse sexta-feira como PGR
O nome do novo procurador-geral da República é hoje conhecido e o escolhido é, pela primeira vez na história da procuradoria, o de uma mulher. (atualizada 19h05) Presidência confirma nomeação e anuncia tomada de posse (19h19)
Martim Silva (www.expresso.pt)
Segunda feira, 8 de outubro de 2012
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O Governo e o Presidente da República chegaram a um acordo quanto ao novo procurador-geral da República, que substitui Fernando Pinto Monteiro no cargo. A chefia da PGR será ocupada, pela primeira vez, por uma mulher: Joana Marques Vidal.
Ver posição do Presidente da República...
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As medidas fiscais que vão dominar o Orçamento do Estado
Impostos
08/10/12
No próximo ano, os funcionários públicos vão receber um dos dois subsídios, que será pago em 12 meses. Porém, a devolução do subsídio poderá ser "comida" pelo aumento de impostos, sobretudo para quem tem rendimentos mais altos. Já os pensionistas recebem o equivalente a 1,1 subsídios. Mas o Governo também já anunciou que os pensionistas terão cortes idênticos aos que foram aplicados aos salários da Função Pública (entre 3,5% e 10% para quem ganha mais de 1.500 euros).
À semelhança do que aconteceu em 2011, os contribuintes terão de pagar uma sobretaxa de 4% em sede de IRS - em 2011 era de 3,5%. Resta ainda saber se a forma de cobrança será mensal, com as retenções na fonte, ou um corte único num subsídio como no ano passado. De acordo com a Ernst & Young, um casal com dois mil euros por mês brutos irá pagar este ano 248,48 euros, sendo que em 2011 pagou 217,42 euros.
O Governo vai reduzir o número de escalões de IRS de oito para cinco, seguindo o exemplo da Alemanha e França. Este reescalonamento vai representar um aumento da carga fiscal para os contribuintes e a taxa média efectiva subirá de 9,8%, para 13,2%. O aumento vai reflectir-se logo em Janeiro através das tabelas de retenção na fonte.
É a versão portuguesa da famosa Taxa Tobin. O Governo vai avançar com um imposto sobre as transacções financeiras. Na concertação social, a CGTP tinha avançado a ideia de uma taxa de 0,25%, mas o Governo ainda não revelou nada sobre este imposto. "A forma como este imposto será posto em vigor está ainda em aberto", disse Vítor Gaspar.
O Governo vai alargar o número de empresas que vão pagar a derrama estadual de 5%. Até agora apenas as empresas com lucros superiores a dez milhões de euros pagam a taxa de 5%, mas a partir de 2013 serão as empresas com lucros de mais de 7,5 milhões de euros. Além disso, as empresas sentirão ainda a mão pesada do Fisco pela limitação dos benefícios fiscais àquelas que se financiam por dívida. De acordo com a explicação do ministro das Finanças, com as medidas de IRC "aumenta-se a progressividade do imposto e protegem-se as PME do esforço de austeridade". Actualmente, as empresas com lucros superiores a dez milhões de euros pagam uma taxa adicional de IRC de 5% (a chamada derrama estadual), que se soma à taxa geral de 25%. As empresas com lucros entre os 1,5 milhões e os dez milhões pagam a mais 3%.
A renegociação dos contratos das Parcerias Público-Privadas (PPP), para diminuir os encargos do Estado, vai continuar em 2013. O ministro das Finanças anunciou na quarta-feira que o Governo vai "utilizar todos os meios legais ao seu alcance para garantir a redução efectiva dos custos associados às PPP". Segundo a Ernst & Young, o encargo público líquido com as PPP ascende a 11.776,8 milhões de euros.
Em 2013 será agravada a tributação sobre os bens de luxo. Automóveis de alta cilindrada, barcos e aviões particulares estão entre o tipo de bens que terá o imposto agravado. No entanto, os pormenores sobre a subida de imposto foram remetidos para a apresentação do Orçamento do Estado para 2013, a 15 de Outubro. As casas de valor superior a um milhão terão um agravamento em sede de imposto de selo já este ano.
Os rendimentos com juros, dividendos e ‘royalties' vão passar a estar sujeitos a taxas liberatórias de 28% a partir do próximo ano, soube o Diário Económico. Este é o segundo aumento anunciado no espaço de um mês, depois de a 11 de Setembro, o ministro das Finanças ter avançado que iria subir de 25% para os 26,5% a aplicar ainda em 2012. Já este ano, também a taxa especial aplicada às mais-valias mobiliárias subirá dos actuais 25% para 26,5%. Também os rendimentos obtidos ou transferidos para paraísos fiscais vão estar sujeitos a mais imposto: a taxa actual de 30% sobe para 35%. Aqui incluem-se também os rendimentos que sejam pagos ou colocados à disposição em contas abertas em nome de umou mais titulares, mas por conta de terceiros não identificados.
O valor que os proprietários de imóveis vão ter de suportar com o IMI poderá vir a disparar. O Governo anunciou a eliminação da cláusula de salvaguarda do IMI que impedia que os proprietários tivessem aumentos abruptos deste imposto, por efeito do processo de avaliação geral que está a ser desenvolvido pelas Finanças. A cláusula de salvaguarda impedia que o IMI subisse mais de 75 euros até 2014, sendo que só a partir de 2015 é que os contribuintes sentiriam, na sua totalidade, o efeito das reavaliações de imóveis.
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8.10.12
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Saída de Pinto Monteiro pressiona Passos e Cavaco
Governo e presidente da República deverão anunciar hoje o novo PCR
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8.10.12
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Regras sobre licenças temporárias dos procuradores não foram alteradas
Justiça
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Entre ricos e pobres
RUI CARDOSO
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