Mostrar mensagens com a etiqueta detenção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta detenção. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de abril de 2013

Polícia norte-americana detém suspeito de enviar carta com rícino a Obama


Um suspeito de enviar cartas com rícino ao Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a um senador republicano foi detido, sábado, em Tupelo, no estado do Mississippi, acusado de tentar usar uma arma biológica, informou o Departamento de Justiça.

O chefe da polícia de Tupelo, Tony Carleton, confirmou que as autoridades federais detiveram um homem identificado como James Everett Dutschke, instrutor de artes marciais, refere o jornal local "Northeast Mississippi Daily Journal".
O detido foi acusado de "desenvolver conscientemente, produzir, armazenar, transferir, adquirir, reter e possuir um agente biológico ou toxina para usar como arma", informou horas mais tarde fonte da procuradoria do Distrito Norte do Mississippi.
O detido irá ser presente a tribunal na segunda-feira em Oxford, Mississippi, e, se for condenado, poderá enfrentar uma pena máxima de prisão perpétua.
A detenção ocorreu quatro dias depois de as autoridades terem retirado a queixa sobre outra pessoa, Paul Kevin Curtis, que tinham detido na semana passada.
Paul Curtis foi libertado depois de o FBI ter concluído que não havias provas contra ele e umas horas depois de a sua advogada ter referido que fora alvo de uma artimanha e de que o culpado devia ser James Everett Dutschke.
Na terça e quarta-feira, as autoridades federais revistaram a casa de Dutschke e o estúdio onde este ensinava taekwondo, ainda que se desconheça se encontraram informações que o relacione com o envio das cartas com rícino.
Numa conversa com o "Daily Journal", na segunda-feira, James Dutschke negou "categoricamente" qualquer relação com o sucedido e assegurou que só tinha visto Paul Curtis duas vezes na vida e isto porque trabalhava com um irmão dele.
Paul Curtis, um imitador de Elvis que segundo a família sofre de doença bipolar, foi preso no passado dia 17 pelo FBI e pela polícia local em Corinth, perto de Tupelo, onde também mora Everett Dutschke.
Acusado de ameaçar de morte ou exercer danos físicos sobre o Presidente norte-americano, o Departamento de Justiça acabou por lhe retirar as acusações.
Segundo as autoridades, as cartas dirigidas a Obama e ao senador republicano pelo Mississippi Roger Wicker foram enviadas a 8 de abril a partir de Memphis, no estado do Tennessee, e continham o mesmo texto que outra enviada pouco tempo antes a um juiz do Mississippi.
Depois de realizar vários testes, o FBI confirmou que tanto a carta dirigida a Obama como a dirigida a Wicker continham de facto rícino, uma proteína tóxica existente nas sementes da planta de rícino e cujo pó branco é mortal se for inalado e atingir a corrente sanguínea.
Jornal de Notícias, 28-4-2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

PSP diz que detenção em manifestação contra troikase deveu a agressão a agente


LUSA 
A detenção de uma mulher nesta terça-feira durante o protesto em Lisboa organizado pelo movimento Que se Lixe a Troika deveu-se a uma agressão a um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), disse à Lusa o porta-voz daquela força.
De acordo com o porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, Jairo Campos, a mulher em causa tem 49 anos e “foi detida por agressão a um agente da autoridade”, devendo ser posta em liberdade esta noite e notificada para comparecer perante o Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa na quarta-feira de manhã.

A manifestante foi detida junto ao hotel Ritz, onde está hospedada a equipa de assistência financeira internacional a Portugal.
João Camargo, do movimento cívico, disse à Lusa que a mulher foi detida por causa de um desentendimento com a polícia.

O protesto começou a desmobilizar-se cerca das 20h30, duas horas depois de ter sido iniciado.

"Decidimos desmobilizar porque vimos que a polícia já estava equipada para outras acções. O nosso incómodo não é com a polícia, é com a troika", afirmou João Camargo.

Cerca das 20h45, permaneciam no local cerca de duas dezenas de manifestantes e outros tantos agentes policiais, que fizeram um cordão para impedir a entrada no hotel.
Público, 17-4-2013

domingo, 3 de março de 2013

PORTO: Jovens detidos libertados depois de horas em parte incerta


por Lusa
Os dois jovens detidos pela PSP, no Porto, depois da manifestação "Que se lixe a 'troika'", foram libertados pelas 22.00, de sábado, após horas em parte incerta, disse fonte próxima, à agência Lusa.
De acordo com o manifestante Ricardo Gomes, que testemunhou a detenção e esteve com os dois jovens, depois de já terem sido libertados, terá havido um engano na identificação, que levou cerca de três horas a esclarecer, sem que o advogado dos detidos tivesse tido conhecimento do seu paradeiro.
"Não há uma acusação formal", especificou Ricardo Gomes, acrescentando que as duas pessoas se encontram bem, sem que os papéis que lhes foram apresentados para assinar contenham os motivos da detenção.
Durante várias horas, mais de 50 pessoas estiveram reunidas, no início da rua da esquadra da Bela Vista, no Porto, barradas por um cordão policial, em protesto contra a detenção dos companheiros, sabendo-se depois que estes estariam, afinal, na esquadra da Rua do Heroísmo.
O advogado dos jovens, que não quis ser identificado, deslocou-se a vários postos policiais da cidade, sem que lhe tivesse sido facultada a informação de onde se encontravam as duas pessoas detidas, classificando a situação como um jogo de "gato e do rato".
Segundo fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP), foram efetuadas diligências para identificação, uma vez que as duas pessoas em causa, e que foram detidas, eram suspeitas da prática de danos em instituições públicas e bancárias.
De acordo com a polícia, foram apreendidos 37 balões de tinta.
A mesma fonte disse ainda que todas estas situações vão ser reportadas ao Ministério Público.
Os dois jovens tinham sido detidos pela PSP, ao fim da tarde de sábado, junto à estação de Metro da Trindade, no Porto, depois de a polícia, segundo testemunhas, ter feito um "cerco" a um grupo de manifestantes, que saía do protesto, na avenida dos Aliados.
"Quando dou por mim, estavam cerca de 20 pessoas cercadas por um cordão policial, e nós a perguntar o que é que fizemos. Depois do cerco, as pessoas que vinham a passar começaram a parar à volta, a gritar 'o que é que se passa' e a solidarizar-se connosco", relatou, na altura, Ricardo Gomes.
De acordo com o oficial de serviço da PSP do Porto, houve "alguns incidentes" durante a manifestação, referindo-se a um "grupo de indivíduos, identificado e monitorizado pela polícia, que estava a danificar bancos e monumentos com balões de tinta", e que veio a ser "intercetado" no final do protesto, sendo "conduzido" para identificação.
Diário de Notícias, 3-02-2013