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sábado, 24 de novembro de 2012

ORÇAMENTO DO ESTADO

CGTP deteta 8 falhas
A Intersindical considera que a nova proposta de Orçamento do Estado está ferida por “oito motivos de inconstitucionalidade” e que “desrespeita” o último acórdão do Tribunal Constitucional (TC). Algumas das falhas constitucionais incidem sobre o princípio da igualdade e da proporcionalidade — isto é, as mesmas normas que, este ano, motivaram o ‘chumbo’ dos cortes nos subsídios da Administração Pública. A CGTP pretende fazer chegar esta sua análise, “em tempo útil”, ao Presidente da República, esperando que Cavaco atue “em conformidade”, isto é, vetando a proposta do Governo. A Inter aguarda há três semanas resposta a um pedido de audiência feito junto do Palácio de Belém.
Expresso, 24 Novembro 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ministra garante que Orçamento reforça verbas para investigação criminal

09.11.2012 - 12:00 Por Lusa

Paula Teixeira da Cruz falou em contratações em várias áreasA ministra da Justiça destacou nesta sexta-feira que o Orçamento do Estado para 2013 prevê um aumento de verbas para a investigação criminal, tribunais, prisões e reinserção social, permitindo também um reforço de meios humanos em áreas vitais.

Falando no Parlamento sobre o Orçamento da Justiça, Paula Teixeira da Cruz sublinhou que, em termos de verbas e relativamente a 2012, a investigação criminal foi contemplada com mais 3%, a reinserção e as prisões com mais 1% e os tribunais com mais 0,9%.

Quanto aos meios humanos, assegurou que o orçamento permitirá um reforço de 237 guardas prisionais, 83 inspectores da Polícia Judiciária (PJ), 55 magistrados judiciais, 400 oficiais de justiça, 16 médicos de Medicina Legal e 26 técnicos do mesmo instituto.

“É um bom orçamento para o Ministério da Justiça”, enfatizou Paula Teixeira da Cruz, aludindo ao reforço de meios humanos e de áreas cruciais do sistema de justiça, como são os tribunais, as prisões, a reinserção e a investigação criminal. Disse ainda que este orçamento tem “subjacente” um conjunto de reformas “substanciais” para o sector, designadamente o Código de Processo Civil e a Lei de Organização Judiciária (mais conhecido por mapa judiciário).

As reformas abrangem ainda segmentos como os Julgados de Paz, Mediação, Processo Administrativo e acção executiva (cobrança de dívidas), estando as alterações nesta última matéria a serem feitas no âmbito da reforma do Código Civil.

Ricardo Rodrigues (PS) contestou a ideia de que o orçamento da Justiça tenha um aumento de verbas, observando que, se forem descontados a reintegração dos subsídios e de outros cortes efectuados em 2012, há um “ligeiro decréscimo”. O deputado socialista contrariou ainda o optimismo da ministra com o anúncio governamental de que serão necessários cortes de quatro milhões de euros na despesa do Estado, pelo que este orçamento não será para cumprir.

O orçamento para a Justiça em 2013 ascende a 1378,7 milhões de euros, registando um aumento de 2,5% (mais 34,1 milhões de euros) relativamente a 2012. Segundo o documento divulgado pelo Governo, a estrutura da despesa consolidada por classificação económica demonstra que 88,3% da despesa se encontra afecta a despesas com pessoal e à aquisição de bens e serviços.

O subsector Estado apresenta um aumento de despesa de 3,4%, mais 37,5 milhões de euros, o que é essencialmente justificado pelo efeito da reposição do subsídio de Natal. O aumento de 3,7 milhões de euros na despesa de investimento é justificado pela construção da nova sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, cujo historial, algo rocambolesco, tem mais de uma década e chegou a estar prevista para Caxias.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Jurista Laborinho Lúcio alerta para redução da qualidade da Justiça

06 de Novembro de 2012 | Por Lusa
O jurista Laborinho Lúcio, ministro da Justiça nos governos cavaquistas, alertou esta terça-feira para a redução da "capacidade e da qualidade de intervenção" do sistema judiciário com os cortes constantes na proposta do Orçamento do Estado para 2013.
Laborinho Lúcio alerta para redução da qualidade da Justiça"As grandes questões da Justiça não podem ser postas em causa por questões de natureza conjuntural", referiu Laborinho Lúcio à agência Lusa, após o lançamento do seu mais recente livro, intitulado 'Julgamento - Uma Narrativa Crítica da Justiça', apresentado pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio.
O ministro da Justiça nos XI e XII Governos Constitucionais, de 1987 a 1995, salientou que o corte previsto de 500 milhões de euros no próximo ano nos ministérios da Justiça, Defesa e Administração Interna "obriga à definição de programas" e notou que "existem limites".
"A questão está em saber quais são as alternativas", disse o jurista, que recupera no seu livro 40 anos de memórias e reflexões na sua carreira como magistrado e também como governante.
Laborinho Lúcio revelou preocupação pelo aumento do crime organizado em Portugal nos últimos anos e sublinhou que confia que "os limites a respeitar necessariamente para garantir os objectivos fundamentais que se procuram na administração da Justiça sejam garantidos e salvaguardados" com a redução dos recursos financeiros.
"Evidentemente que tudo que seja um corte numa área de intervenção aprofundada e com necessidade de algum investimento obriga à definição de programas de curto e de curtíssimo prazo de conjuntura, mas o importante é que esses programas não sejam desligados de uma visão estratégica global para serem coerentes com essa visão estratégica. Algumas dificuldades podem atrasar um pouco aquilo que seria a planificação e e depois a execução", afirmou.
Defendendo que a Justiça "precisa de um debate aprofundado", Laborinho Lúcio, que também advogou a necessidade de se proceder uma revisão constitucional, fez referência ao combate ao crime económico e declarou que, "tanto nessa área como nas restantes, a resposta terá necessariamente de ser a mesma".
"Evidentemente que quanto maior forem as condições, maior é a capacidade de intervenção. Havendo menos condições, é necessário adequar a possibilidade de intervenção nessas condições, sem nunca pôr em causa os limites exigíveis para garantir a Justiça e a segurança", reforçou.
Jorge Sampaio, que recusou abordar política nacional após a apresentação do livro de Laborinho Lúcio, referiu, na apresentação, que "a governação não tem olhado para a Justiça nos últimos 30 anos" e manifestou preocupação pelo facto de "o economicismo" estar "a chegar à Justiça".
Declarando que "o ministro [da Justiça] é agora um político", o antigo Presidente da República assinalou que "discutir hoje a Justiça é, simultaneamente, discutir a política".
Na apresentação do livro 'Julgamento - Uma Narrativa Crítica da Justiça"'estiveram presentes personalidades ligadas à política, à Justiça e à cultura, como Ramalho Eanes, Mota Amaral, Fernando Nogueira, Joana Marques Vidal, Cunha Rodrigues, Souto Moura, Luís Vaz Neves, Vasco Graça Moura, Rui Rangel, Lídia Jorge e António pedro Vasconcelos, entre outros.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O que vão perder funcionários públicos, pensionistas e recibos verdes

VISÃO
Orçamento do Estado para 2013

O que vão perder funcionários públicos, pensionistas e recibos verdes
Confira aqui as medidas que vão afectar funcionários públicos, pensionistas e trabalhadores independentes
10:00 Quarta, 24 de Outubro de 2012

ESPECIAL ORÇAMENTO 2013:

Função Pública 
Baralha e volta a tirar
Os trabalhadores do Estado perdem mesmo mais do que um subsídio e vão reformar-se mais tarde É imensa a lista de medidas que afetam os funcionários públicos. Quem ganha acima de €700 brutos por mês vai ter o seu subsídio de férias cortado. Este desaparece totalmente para quem aufere mais de 1 100 euros.
O subsídio de Natal, o que supostamente seria reposto, acabará por se esvair mensalmente com a introdução de uma sobretaxa de 4% sobre os rendimentos. A idade da reforma aumenta; as horas extraordinárias passam a ser mais baratas; metade dos contratados a prazo vão ser dispensados... A meta para 2013 é a redução de 2% do número de funcionários públicos efetivos um corte mínimo de 10 mil trabalhadores, garantiu o secretário de Estado da Administração Pública, o que pouparia ao Estado 330 milhões de euros. Mas há outras "poupanças":
1 - SUSPENSÃO DO SUBSÍDIO DE FÉRIAS
Quem ganha a partir de €1100 brutos já não receberá nada.
A partir dos €700, os cortes são progressivos.
2 - CORTES SALARIAIS
Mantêm-se os cortes salariais, entre 3,5% e 10%, para quem ganhe mais de 1 550 euros.
Além disso, os salários continuam congelados e é proibido atribuir aumentos salariais que decorram de progressões na carreira ou promoções. Os gestores de empresas públicas continuam proibidos de receber prémios de gestão.
3 - HORAS EXTRAORDINÁRIAS
A quem tem um horário semanal de 35 horas, o pagamento do trabalho extraordinário, seja em dia normal, seja em dia de descanso ou em feriado, será reduzido a metade. Assim, na primeira hora extraordinária, um funcionário público ganhará 12,5% da sua remuneração horária, e nas horas seguintes 18,75 por cento. O trabalho em dia de descanso ou feriado será pago a 25 por cento. Por outro lado, as contribuições para a Caixa Geral de Aposentação vão aumentar, uma vez que incidirão sobre o salário ilíquido, abrangendo horas extraordinárias, ajudas de custo, prémios, etc.
4 - AJUDAS DE CUSTO
Só as deslocações diárias que ultrapassem os 20 quilómetros terão direito a ajudas de custo (até agora, o limite mínimo era de 5 quilómetros). Já nas deslocações por dias sucessivos, só existem ajudas para além dos 50 quilómetros (o atual limite mínimo é de 20 quilómetros).
5 - SUBSÍDIO DE DOENÇA
Quem ainda beneficia do antigo regime de proteção social (ou seja, quem entrou na função pública antes de 2006), vai deixar de ter alguns benefícios, uma vez que a ideia do Governo é a aproximação ao regime geral da Segurança Social. Assim, não haverá pagamento de baixas até 3 dias e o pagamento entre os dias 4 e 30 sofrerá uma redução de 10%, deixando de ser pago a 100 por cento.
6 - SUBSÍDIO POR MORTE
A família de um aposentado vai receber menos de subsídio por morte deste. O valor máximo a atribuir baixa de 6 para 3 IAS- Indexante dos Apoios Sociais, ou seja, será de €1 257,66.
7 - AUMENTO DA IDADE DA REFORMA
Aos poucos, a idade da reforma dos funcionários públicos tem aumentado a ideia era chegar aos 65 anos em 2014. No entanto, o prazo foi antecipado.
Em janeiro de 2013, a idade da reforma passa já a ser a mesma da dos trabalhadores do privado. Polícias e militares também sofrem um aumento, passando a poder reformar-se aos 60 anos (a passagem à reserva poderá ser aos 55 anos). Espera-se uma corrida às reformas até ao final de 2012. É que a fórmula de cálculo das pensões para quem entrou no Estado antes de 1993 também vai ser alterada e não será certamente para aumentar o valor das reformas.


Pensionistas
Dar com uma mão...
Na proposta de Orçamento para 2013, o Governo "queixa-se" de que vai gastar 850 milhões de euros na reposição do subsídio de Natal e de 10% do subsídio de férias dos pensionistas.
No entanto, só com o corte nas pensões acima de 1 350 euros, o Estado poupa cerca de metade desse valor.
Por outro lado, a receita proveniente dos reformados vai crescer tal como os trabalhadores no ativo, eles vão sofrer com a alteração dos escalões de IRS, além de também pagarem a sobretaxa de 4 por cento. No fim, há quem perca o equivalente aos dois subsídios. Boa notícia para os beneficiários das pensões mínimas, sociais e rurais, é que estas serão atualizadas na linha do que aconteceu este ano (aumento de 3,1 por cento).
1 - FAÇA AS CONTAS
O corte nas pensões e a "contribuição extraordinária de solidariedade" (para pensões acima dos €5 030) vão permitir ao Estado poupar €421 milhões
. Corte de 3,5% das pensões entre €1 350 e 1 800 euros Exemplo: Uma pensão de €1 500 sofre um corte de €52,5
. Às pensões entre €1 800,01 e €3 750, aplica-se um corte de 3,5% sobre €1 800 e de 16% sobre o restante valor
Exemplo: Pensão de €2 500.
Corte de 3,5% sobre €1 800 é igual a 63 euros. Corte de 16% sobre €700 é igual a €112.
No total, o corte será de €175 (7 por cento)
. Corte de 10% das pensões acima dos €3 750
Exemplo: Uma pensão de €4 500 terá um corte de €450
. Às pensões entre €5 030 e €7 545, além do corte de 10%, aplica-se uma redução de 15% do valor que excede os €5 030 euros
Exemplo: Pensão de €6 000.
Corte de 10% é igual a 600 euros. Corte de 15% sobre €970 é igual a 145,5 euros. No total o corte será de €745,5 (12,4 por cento)
. Às pensões acima de €7 545, além do corte de 10%, aplica-se uma redução de 15% sobre o valor que excede os €5 030 e de 40% sobre o valor que excede os 7 545 euros
Exemplo: Pensão de €10 000.
Corte de 10% é igual a 1 000 euros. Corte de 15% sobre €2 515 é igual a 377,25 euros.
Corte de 40% sobre €2 455 é igual a €982. No total, o corte será de €2 359,25 (23,6 euros)
2 - SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL
O subsídio de Natal é reposto na totalidade, mas o de férias não. A quem recebe pensões a partir de €1 100 mensais, o Estado deixa de pagar 90% do subsídio de férias. Quem ganha menos de €600 não será afetado e entre os €600 e os €1 100, o corte é progressivo, tal como se vê na tabela abaixo:

Independentes
O que sobra?
Os trabalhadores independentes não escapam ao "enorme" aumento de impostos. Pelo contrário, eles serão dos mais penalizados. Começando na subida da taxa de retenção na fonte de 21,5% para 25% e acabando na alteração da base tributável. Estão, além disso, incluídos na atualização dos escalões de IRS, que atinge todos os trabalhadores.
RECIBOS VERDES
. Retenção de IRS na fonte sobe de 21,5% para 25 por cento
. IRS passa a tributar 80% dos rendimentos anuais (contra os atuais 70 por cento)
. Atualização dos escalões de IRS
. Subsídio de desemprego para quem tenha prestado mais de 80% da sua atividade à mesma empresa
EMPRESÁRIOS EM NOME INDIVIDUAL
. Taxa contributiva (Segurança Social) sobe para 34,75% (tal como para os administradores e gerentes de sociedades)
. Para os produtores agrícolas, a taxa contributiva será de 33,3 por cento
. Passam a ter direito a subsídio de desemprego (ainda dependente de legislação própria a ser criada), tal como os titulares de estabelecimento individual de responsabilidade limitada e os membros dos órgãos estatutários das pessoas coletivas.