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sábado, 22 de junho de 2013

Detido na manifestação de 14 de Novembro condenado a três anos de prisão com pena suspensa

LUSA
Arguido agora condenado foi um dos nove detidos na manifestação do dia da greve geral.
A manifestação junto à escadaria do Parlamento foi dispersa após uma carga policial 

O Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa condenou nesta sexta-feira com pena de três anos, suspensa pelo mesmo período, um dos detidos frente à escadaria da Assembleia da República no protesto de 14 de Novembro.

A juíza Conceição Moreno, da 3.ª Secção do 2.º Juízo, considerou que Leandro Silva, um dos nove detidos na manifestação do dia da greve geral, teve "uma conduta obviamente grave".

O jovem, com antecedentes criminais, era acusado dos crimes de desobediência, resistência e coacção sobre funcionário na manifestação do dia da greve geral.

"O tribunal não teve qualquer dúvida da prática dos factos", disse a juíza, na leitura da sentença, acrescentando que foi provado que Leandro Silva "arremessou garrafa contra as autoridades policiais" durante a manifestação.

Em sessão de julgamento, o arguido admitiu ter atirado uma garrafa, mas negou que tenha sido em direcção a um elemento da polícia, salientando que o fez contra manifestantes de cara tapada que ateavam fogo a um contentor do lixo.

"Nada do que disse ao tribunal fez qualquer sentido, e nem sequer se pode invocar que estava numa manifestação, para justificar os seus comportamentos", referiu a juíza.

Leandro Silva foi um dos nove detidos na manifestação frente à Assembleia da República, a 14 de Novembro, dia de greve geral. A manifestação junto à escadaria do Parlamento foi dispersa após uma carga policial.
 Público, 22 de Junho de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

PSP diz que detenção em manifestação contra troikase deveu a agressão a agente


LUSA 
A detenção de uma mulher nesta terça-feira durante o protesto em Lisboa organizado pelo movimento Que se Lixe a Troika deveu-se a uma agressão a um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), disse à Lusa o porta-voz daquela força.
De acordo com o porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, Jairo Campos, a mulher em causa tem 49 anos e “foi detida por agressão a um agente da autoridade”, devendo ser posta em liberdade esta noite e notificada para comparecer perante o Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa na quarta-feira de manhã.

A manifestante foi detida junto ao hotel Ritz, onde está hospedada a equipa de assistência financeira internacional a Portugal.
João Camargo, do movimento cívico, disse à Lusa que a mulher foi detida por causa de um desentendimento com a polícia.

O protesto começou a desmobilizar-se cerca das 20h30, duas horas depois de ter sido iniciado.

"Decidimos desmobilizar porque vimos que a polícia já estava equipada para outras acções. O nosso incómodo não é com a polícia, é com a troika", afirmou João Camargo.

Cerca das 20h45, permaneciam no local cerca de duas dezenas de manifestantes e outros tantos agentes policiais, que fizeram um cordão para impedir a entrada no hotel.
Público, 17-4-2013

domingo, 3 de março de 2013

Imprensa internacional destaca protestos em Lisboa


As manifestações deste sábado, em dezenas de cidades portuguesas, mereceram destaque na imprensa internacional, que se refere às formas de protesto usadas recentemente no país contra as medidas de austeridade. O diário El País é um dos jornais que mais destaque dá aos protestos, com o assunto a dominar a edição "online", cerca das 19.30, hora de Madrid (18.30 horas em Lisboa).
"El Pais", de Espanha
"Centenas de milhares de portugueses saem à rua contra os cortes. Uma massa humana percorre Lisboa, convocada pelo movimento 'Que se lixe a Troika'", refere o jornal, recordando que o protesto coincide com a presença no país de representantes do FMI, do BCE e Comissão Europeia.
O facto de os protestos visarem tanto o Governo português como os representantes da "troika" é também um dos elementos destacados, na cobertura que o Wall Street Journal está a dar ao protesto.
"Milhares de pessoas saíram hoje às ruas de cidades portuguesas, para pressionar o Governo a parar as medidas de austeridade que ajudaram a prolongar uma recessão que está já no seu terceiro ano, e a empurrar o desemprego para níveis quase recorde", escreve o jornal.
Vários órgãos de comunicação norte-americanos publicam despachos de agências sobre a manifestação, incluindo um da Associated Press, que refere que "uma canção revolucionária portuguesa de há 40 anos está a perseguir o Governo do país resgatado".
"Washington Post", dos EUA
O Washington Post, por exemplo, refere algumas das formas de protesto usadas recentemente pelos portugueses, que demonstram o seu descontentamento "cantando alto em eventos públicos para calar governantes, e usando o número de contribuinte do primeiro-ministro em faturas, para aumentar a sua declaração de impostos".
O Nouvel Observateur também destaca as "grandes manifestações contra a austeridade em Portugal", com o suíço RTS a optar pelo título "grande matéria humana", para descrever a adesão aos protestos de hoje.
O movimento "Que se lixe a 'troika'" convocou para hoje manifestações em mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro para pedir o fim das políticas de austeridade.
Com o lema "Que se lixe a 'troika', o povo é quem mais ordena", a manifestação hoje convocada para dezenas de cidades portuguesas e algumas estrangeiras, que conta com o apoio da CGTP, coincide com a presença da delegação da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), em Lisboa, para fazer a sétima avaliação do memorando de entendimento.
As manifestações foram antecedidas por diversos protestos que ocorreram nas últimas semanas, junto de governantes, quase sempre ao som de "Grândola, Vila Morena".
Jornal de Notícias, 3-02-2013

Mais de um milhão de pessoas nas ruas, segundo o movimento "Que se lixe a troika"


ANA PEIXOTO FERNANDES, ALEXANDRA FIGUEIRA, CATARINA CRUZ, CARINA FONSECA, CRISTINA MARQUES, NUNO CERQUEIRA, NUNO MIGUEL ROPIO, MANUEL MOLINOS, PATRÍCIA POSSE, TEIXEIRA CORREIA, ZULAY COSTA
foto ORLANDO ALMEIDA / GLOBAL IMAGENS
As manifestações deste sábado conseguiram juntar mais de um milhão de pessoas em 40 cidades, segundo a organização de "Que se lixe a troika". O Porto quadruplicou o número de manifestantes em relação a 15 de setembro e ao Norte muito se deve o sucesso da iniciativa popular.
Pelas 18.30 horas, tinham passado pelo Terreiro do Paço, em Lisboa, cerca de 800 mil.
Ao JN, João Camargo, um dos elementos do "Que se lixe a troika", revelou como se estabeleceu a estimativa em Lisboa: "percebemos, através de fotos, que quando o Terreiro do Paço estava cheio, ainda havia milhares de pessoas na Rua do Ouro e Rossio".
Num manifesto lido no Terreiro do Paço, em Lisboa , o movimento "Que se lixe a 'troika'" manifestou a vontade de promover a "discussão e a confluência de iniciativas com vista ao derrube deste Governo".
Hoje somos um lugar de encontro das várias correntes democráticas anti-'troika'", lia uma das organizadoras, em cima de um palco, enquanto se ouviam gritos "demissão, demissão".
O protestos em Lisboa decorreram sem qualquer incidente, tendo o maior problema ocorrido junto do metropolitano, devido à grande afluência de pessoas, disse a PSP.
Já no Porto, o grande fenómeno deste mega protesto, juntaram-se nos Aliados mais de 400 mil pessoas, que acabaram a cantar em uníssono "Grândola Vila Morena". Aliás, as fotos que percorrem a imprensa internacional são das ruas da Invicta invadidas por uma massa humana. Há várias horas que o El Pais mantém uma foto da capital do norte a ilustrar os protestos em Portugal, que acabaram em confrontos policiais na zona da Trindade.
No Portoos distúrbios que levaram à detenção de duas pessoas, já depois de terminada a manifestação, destoaram de uma tarde pacífica, durante a qual cerca de 400 mil pessoas encheram as ruas da Baixa, estima a organização. O tamanho da multidão ficou claro logo ao início da tarde. Às quatro horas, quando os representantes das várias marés falaram ao povo no arranque do protesto, a praça da Batalha transbordava de gente. A política de austeridade do Governo, a presença de troika, os cortes nos salários e pensões e o desemprego iam sendo apupados, mas nada arrancava tantos protestos dos manifestantes quanto o nome de Cavaco Silva, que se tem remetido ao silêncio. Foi preciso bem mais de uma hora para que a manif descesse aos Aliados, em vagas sucessivas de educação, cultura, saúde, reformados... E com eles milhares e milhares de cidadãos anónimos, alguns dos quais puderam subir a um palanque para falar ao povo, antes que batessem as 18.30 horas e a "Grândola" enchesse a praça.
Em Aveiro, um homem foi afastado pela PSP do protesto, depois de ter arremessado uma pedra por várias vezes contra a montra de uma dependência bancária, na Avenida Dr. Lourenço Peixinho. Não partiu o vidro. A manifestação, que partiu do largo da estação da CP com cerca de quatro mil pessoas, foi aumentando até chegar à Praça Marquês de Pombal, onde se concentraram 5 mil pessoas. A ocasião foi aproveitada até para um espectáculo de equilibrismo, a demonstrar um povo "na corda bamba" devido às medidas de austeridades.
A manifestação "Que se lixe a 'troika'" em Braga arrancou com uma "performance" de teatro que "apontou o dedo" ao "suposto" empreendedorismo, seguindo-se uma marcha pela cidade a "exigir a uma só voz" a demissão do Governo. Milhares de manifestantes marcaram presença no início do protesto.
Em Beja, ainda que os organizadores tenham considerado o protesto contra a "troika" como "muito positivo", as ruas ficaram longe de registar uma enchente.
A Praça da República, em Coimbra, terá contado com cerca de 20 mil manifestantes. Muitos reformados participaram no protesto, onde se juntaram pessoas de todas as idades.
Já em Viana, a Praça da República esteve pejada de gente numa clara atitude de repúdio à atual situação do país. Muitas centenas de pessoas cantaram em uníssono o Grândola Vila Morena e aplaudiram as intervenções anti-troika. Esta concentração assumiu maiores proporções em relação à de 15 de Setembro.
O Povo unido jamais será vencido" e "Está na hora de o Governo ir embora" foram as palavras de ordem que se ouviram na Praça do Município de Vila Real. A adesão ao protesto foi substancialmente mais fraca do que em Setembro último, mas as reclamações não baixaram de tom. Nos cartazes, podia ler-se: "Isto não é viver, é sobreviver", "No bolso deles, estão os teus sacrifícios" ou "Com Passos mandando, o País vai-se afundando". Na terra natal do Primeiro-Ministro, lança-se o ultimato: "Resigna Pedro (2011-2013).
Em Viseu a manifestação contra a "troika" juntou cerca de 600 pessoas. Os manifestantes concentraram-se no Largo de Santa Cristina para depois seguir numa marcha pelas ruas da cidade, onde gritam bem alto que querem "fora daqui o FMI" ou "Governo para a rua, a luta continua". A multidão empunhou cartazes onde podia ler-se "a revolução começa nas ruas", "Coelho vai para a toca", "cambada só à pedrada" ou ainda "fartos de pagar as vossas dívidas". Depois de uma breve passagem por algumas ruas do centro da cidade de Viseu, paragem na Rua Formosa, onde foi improvisado um palco a que subiram algumas pessoas, que não quiseram deixar de partilhar o seu testemunho.
A Sul, em Portalegre, 100 pessoas manifestaram-se sob o lema "Que se lixe a 'troika'. Em Faro estiveram 5000 pessoas. Em Ponta Delgada, cerca de 400 pessoas, de todas as idades. Cerca de 500 pessoas participaram no protesto naGuarda. E 700 concentraram-se na praça do Município do Funchal.
Em Setúbal foram 7000, Portimão 5000, Marinha Grande 3000, Castelo Branco mil, Chaves 200, em Tomar 300, Sines com 120, Angra do Heroísmocom 50, Caldas da Rainha 3000, Entroncamento 3000, Borba 150 e Leiriacom outros 3000.
Na Horta, Açores, os protestos realizaram de manhã e reuniram centenas de pessoas. "À escala da Horta foi a maior manifestação de sempre", disse a organização.
Lá fora, em Paris (França) o protesto reuniu cerca de 70 pessoas de todas as faixas etárias. E cerca de uma dezena de pessoas com cartazes e a bandeira portuguesa concentraram-se em Budapeste (Hungria).
Um casal de portugueses protestou em frente ao consulado português em Madrid. Em Barcelona foram 30 e em Londres uns 100.
Jornal de Notícias, 3-02-2013

EM LISBOA: Milhares manifestam-se do Marquês ao Terreiro do Paço


Milhares de manifestantes concentrados no Terreiro do Paço, em Lisboa, entoaram a canção "Grândola, Vila Morena", de José Afonso, depois de ter sido lido o manifesto do movimento "Que se lixe a 'troika'", que organizou o protesto.
A seguir ao cântico, que marcará o final do protesto, os manifestantes gritaram "o povo unido jamais será vencido" e "está na hora, está na hora de o Governo ir embora".
Do palco dezenas de pessoas incluindo os cantores Vitorino, Carlos Mendes, Janita Salomé e Filipa Pais, viram a multidão que os acompanhou na canção de José Afonso, numa praça onde ainda estavam a chegar muitas pessoas que começaram a marcha no Marquês de Pombal pelas 16:00.
Depois de cantada a 'Grândola', viram-se lágrimas e abraços entre quem estava no palco e muitos, muitos sorrisos, disse ainda que todas estas situações vão ser reportadas ao Ministério Público.
Os dois jovens tinham sido detidos pela PSP, ao fim da tarde de sábado, junto à estação de Metro da Trindade, no Porto, depois de a polícia, segundo testemunhas, ter feito um "cerco" a um grupo de manifestantes, que saía do protesto, na avenida dos Aliados.
"Quando dou por mim, estavam cerca de 20 pessoas cercadas por um cordão policial, e nós a perguntar o que é que fizemos. Depois do cerco, as pessoas que vinham a passar começaram a parar à volta, a gritar 'o que é que se passa' e a solidarizar-se connosco", relatou, na altura, Ricardo Gomes.
De acordo com o oficial de serviço da PSP do Porto, houve "alguns incidentes" durante a manifestação, referindo-se a um "grupo de indivíduos, identificado e monitorizado pela polícia, que estava a danificar bancos e monumentos com balões de tinta", e que veio a ser "intercetado" no final do protesto, sendo "conduzido" para identificação.
Diário de Notícias, 3-02-2013

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Manifestação de hoje no Parlamento não vai ter reforço policial


Protestos arrancam à mesma hora da votação final global do Orçamento do Estado para 2013.
Ana Petronilho ana.petronilho@economico.pt
Ao mesmo tempo em que os deputados votam o Orçamento do Estado para 2013, que vai ditar um enorme aumento de impostos, vai decorrer mais uma manifestação da intersindical CGTP, a que se juntaram vários movimentos sociais, no largo do Parlamento.
Passadas duas semanas da greve geral e da manifestação que terminou numa violenta carga policial, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, prevê “uma grande adesão” ao protesto para o qual conta com a presença de “vários milhares de pessoas.”. Arménio Carlos, admitiu que devido aos confrontos com a polícia no dia 14 de Novembro dosquais resultaram nove detidos, 21 pessoas identificadas e 48 feridos – possa haver pessoas que acabem por hesitar em marcar presença no protesto. No entanto, o dirigente sindical acredita que a manifestação de hoje será pacífica.
Também a PSP considera não ser necessário “nenhum reforço extraordinário” das forças de segurança para a Assembleia da República e garante que “o policiamento será o necessário e adequado, semelhante ao das manifestações anteriores”, disse ao Diário Económico fonte oficial da Polícia de Segurança Pública. Questionada sobre o estado do pavimento que foi danificado, durante o último protesto, a mesma fonte da PSP, disse já ter sido “reparado pela Câmara com pedras da calçada”. Ou seja, para já, não foi atendido o pedido da PSP para substituir as pedras da calçada junto às escadarias da AR por outro material.
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, não vê “nenhum problema” com a manifestação de hoje e considera que os protestos “não são um problema de segurança interna”, mas sim “um exercício de cidadania”. O governante lembrou, ainda, que os acontecimentos do passado dia 14 de Novembro se traduziram numa “manifestação que, a certa altura, degenerou num problema de ordem pública”.
A somar à CGTP para engrossar o grupo de manifestantes marca hoje, também, presença à porta do Parlamento a Confederação Nacional da Agricultura paramostrar que rejeita as “más perspectivas orçamentais” da União Europeia para a agricultura nacional -, o sindicato dos Estivadores do Centro e Sul (que voltam às escadaria do Parlamento quinta-feira). Já o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) assiste à votação final global do OE/13 das galerias da Assembleia da República. Além dos agricultores e dos estivadores há outros movimentos e associações activistas que se manifestam contra as políticas do Governo.
Recorde-se que a CGTP agendou para o próximo mês mais duas manifestações: dia 8 de Dezembro no Porto e dia 15 em Lisboa.
‘Gaspar não deve exagerar na austeridade’
PAUL DE GRAUWE Deputado no parlamento da Bélgica e professor na London School of Economics
O economista belga Paul De Grauwe aconselhou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a “não exagerar” na austeridade, para evitar um “ciclo vicioso” de recessão e endividamento. “Diria ao meu amigo [Vítor] Gaspar para não exagerar” na austeridade, disse De Grauwe, antigo deputado no Parlamento belga e professor na London School of Economics, na conferência Portugal em Mudança do Instituto de Ciências Sociais (ICS). “0 que temo é que o Governo português, no seu zelo de austeridade, vá longe demais, e crie o risco de a economia portuguesa ser empurrada para um ciclo vicioso onde não consegue reduzir a dívida”, disse. “0 PIB cai mais depressa que a dívida. Os analistas olham para isto e vêem as coisas a ficar pior”. Perante este ciclo vicioso, alerta De Grauwe, a dívida continuará a aumentar de forma insustentável: “A austeridade excessiva levará Portugal para a insolvência”. “Portugal é solvente, creio eu, mas pode ser empurrado para a insolvência pelos mercados financeiros”. Troika’ dá cobertura a um OE/13 de “ficção científica’
MANUELA ARCANJO
Economista, exsecretária de Estado do Orçamento e exministra da Saúde
A economista Manuela Arcanjo criticou a ‘troika’ por dar cobertura ao Governo no Orçamento do Estado para 2013, classificando-o de “ficção científica”. A ex-secretária de Estado do Orçamento e ex-ministra da Saúde de governos socialistas disse num colóquio do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) sobre o OE/13 que “não há qualquer Orçamento que resista quando faz parte de um cenário de ficção científica” e acrescentou que Portugal “vive neste registo porque os negociadores não conhecem a realidade portuguesa”. “Vivemos num país de faz de conta”, disse. A ex-governante adiantou, em termos irónicos, que o OE/13 tem três objectivos: “Pagar impostos, fazer o menor consumo possível e idealmente as pessoas morrerem antes que o Estado comece a pagar a pensão”. Para Arcanjo o OE/13 “é mau, não vai ter uma boa execução, e tem uma bomba atómica, que são as dívidas do Sector Empresarial do Estado e das empresas municipais”.
Diário Económico, 27 Novembro 2012