Mostrar mensagens com a etiqueta Caixa Geral de Depósitos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caixa Geral de Depósitos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CGD com prejuízo de 36,4 milhões devido a queda da margem financeira

ROSA SOARES E CRISTINA FERREIRA 

Público: 08/05/2013 - 00:00
Resultado negativo da CGD junta-se aos prejuízos registados pelo BES, BCP e Banif. Só o BPI apresentou lucros no trimestre
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) encerrou o primeiro trimestre com resultados negativos em 36,4 milhões de euros. Com este resultado do banco público, sobe para quatro o número de instituições nacionais a apresentar prejuízos, num total de 319,4 milhões de euros.
Em cinco bancos que já apresentaram resultados trimestrais, apenas um, o BPI, apresentou lucros, no montante de 40,5 milhões de euros. O BCP apresentou prejuízos de 152 milhões e o Banif 69,2 milhões. Já o BES apresentou ontem 62 milhões de euros negativos (ver texto ao lado). Ao todo, os prejuízos atingiram os 319 milhões.
O prejuízo trimestral da CGD contrasta com lucros consolidados de 8,8 milhões de euros registados em igual período do ano passado.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a CGD revela que os resultados líquidos foram negativamente influenciados por imparidades, pela queda dos resultados operacionais e queda da margem financeira. As perdas por imparidades ascenderam a 147,3 milhões de euros, montante que ficou abaixo dos 240,2 milhões de euros registados em igual período do ano passado.
Os custos operativos do grupo cresceram 10%, que se deve, segundo a instituição, à reposição dos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores do banco. Os custos com pessoal do banco, face há um ano, subiram 20,4%, para 250,9 milhões de euros.
A margem financeira alargada no período caiu 46,8%, para 207 milhões de euros, o que se justifica, em parte, pela queda continuada das taxas Euribor. A margem complementar cresceu 8,6%, para 270 milhões de euros, devido a resultados de operações financeiras e a um crescimento das comissões líquidas.
O crédito bruto concedido a clientes caiu 5,5%, face a Março de 2012, para 78.305 milhões de euros. A instituição sustenta que o valor de crédito às empresas nacionais é quase o mesmo do final do ano passado, o que leva o banco a cumprir "o objectivo estratégico de continuar a contribuir activamente para o financiamento da economia". Já os depósitos fixaram-se em 65.329 milhões de euros, mais 0,5% do que em igual período de 2012.
O rácio de crédito vencido a mais de 90 dias foi de 5,6%, um agravamento face ao trimestre anterior. Em relação ao produto da actividade bancária e seguradora, este recuou 24%, para 570 milhões de euros.

segunda-feira, 12 de março de 2012

MP acusa sociedades e administradores da CGD de burla fiscal

Gestores da Caixa Geral de Depósitos estão entre os acusados
O candidato à presidência executiva do Banif, Jorge Tomé, é um dos gestores da Caixa Geral de Depósitos que o Ministério Público acusa de alegado crime de burla fiscal, avançou o Diário Económico

<p>Gestores da Caixa Geral de Depósitos estão entre os acusados</p>
A acusação tem a ver com o negócio de fusão da Sumolis com a Compal, em que o banco público participou e concedeu financiamento. A investigação tinha sido revelada pelo PÚBLICO em Junho do ano passado.
Em causa está o recurso a expedientes que visavam evitar o pagamento de impostos, nomeadamen
te o Imposto Municipal de Transacções onerosas de imóveis (IMT).
A acusação do Ministério Público abrange vários gestores e sociedades do grupo Caixa e um advogado da sociedade PLMJ.
Contactada pela Lusa, esta sociedade de advogados confirmou o seu envolvimento na assessoria fiscal da operação e a acusação do Ministério Público.
“A PLMJ acompanhou esta operação como dezenas de outras e em todos os casos os seus advogados actuam com elevada probidade e no estrito cumprimento da lei. Esta situação não é excepção”, disse à Lusa fonte oficial da sociedade de advogados.